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COLUNISTA
Brasil, um país de contradições de valores
Antônio Claudio Barracão - PR
Postada em 15/01/2016 ás 19h16 - atualizada em 15/01/2016 ás 19h21
Brasil, um país de contradições de valores

Atualmente conviver em sociedade e aceitar algumas de suas “regras” está se tornando cada vez mais difícil, indignante e cômico. Vivemos em um País democrático, regado por leis que nem sempre são auspiciosas ao convívio da humanidade.


            Estamos entrando em época carnavalesca, onde podemos observar as figuras e músicas típicas, fantasias glamurosas carregadas de purpurina e plumas, pedrarias e adereços, enredos que trazem consigo alguma mensagem que por muitas vezes é ofuscado pela inversão e contradições de valores.


            O Código  Penal, deixa claro no Artigo 223 referente ao Ato Obsceno:


“ Praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público:
Pena – detenção, de 3 meses a 1 ano, ou multa.
– ato obsceno: é o ato revestido de sexualidade e que fere o sentimento médio de pudor – ex.: exposição de órgãos sexuais, dos seios, das nádegas, prática de ato libidinoso em local público, micção voltada para a via pública com exposição do pênis, “trottoir” feito por travestis nus ou seminus nas ruas etc.”


            Então, uma vez que, existe este artigo no código penal, por que motivo durante o periodo carnavalesco não existe a aplicação dessa lei?  


            Diversas foram as cidades que cancelaram a verba carnavalesca investindo em saúde, educação, programas sociais, merenda escolar, e ar condicionados para as crianças terem mais qualidade no ensino, uma atitude digna de reconhecimento da sociedade, afinal, será que o custo- benefício dessa época aos cofres públicos fazem com que valha a pena tal investimento?


            A sociedade precisa rever seus conceitos, seus valores, sua ética, levar mais em consideração suas leis, assuntos polêmicos onde o ato de amamentar é tachado como atentado ao pudor, e mulheres nuas, ou seminuas são comuns, proibir para evitar ou reduzir a violência sexual, como?  E as mulheres que se vestem de maneira sensual, com suas roupas justas e cada vez mais curtas, como proibir uma pessoa do que usar ou não usar? Voltaremos aos primóridos da sociedade usando uma roupa padrão, ou respeitaremos o próximo de acordo com os seus valores, princípios e gostos?  Porque não investir na educação, onde todos sabemos que teóricamente é onde conseguimos mudar o futuro de uma sociedade, já dizia o grande pensador Friedrich Nietzsche “A moralidade é a melhor de todas as regras para orientar a humanidade”, como colocar isso em prática em um país com tanta inversão de valores e regras?

FONTE: por Ana Paula Neckel
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