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SELEÇÃO BRASILEIRA
Não bastam 11 titulares para montar um time qualificado
Este conceito antigo, no qual torcedores e comentaristas esportivos decoravam as escalações dos times, já não se aplica, até pela mudança das características do esporte. Naquela época o futebol era mais cadenciado e técnico, não existia a proximidade e o contato físico mais acentuado.
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Postada em 05/04/2017 ás 09h36
Não bastam 11 titulares para montar um time qualificado

GE

Não bastam 11 titulares para montar um time qualificado | Blog Completando a jogada | Globoesporte.com





No futebol moderno, para uma equipe ser considerada qualificada, não basta ter 11 titulares bons que consigam excelentes resultados. Atualmente, um time coeso é aquele que tem jogadores reservas com nível técnico pelo menos parecido com o elenco titular. Todos devem estar prontos para entrar em qualquer partida e conscientes de sua função tática no esquema que está sendo utilizado, sem deixar cair o rendimento da equipe.


Este conceito antigo, no qual torcedores e comentaristas esportivos decoravam as escalações dos times, já não se aplica, até pela mudança das características do esporte. Naquela época o futebol era mais cadenciado e técnico, não existia a proximidade e o contato físico mais acentuado.


Hoje a marcação se tornou mais efetiva e dura, na qual o zagueiro não dá espaço ao atacante adversário. Além disso, o tempo de recuperação dos atletas entre as partidas é muito pequeno, pois o calendário brasileiro prevê duas ou mais partidas por semana.


Consequentemente, numa sequência longa de jogos, os fatores inerentes a esta maneira de se praticar o futebol são mais constantes e interferem diretamente na manutenção do time titular. Lesões, suspensões por aplicações de cartões amarelo e vermelho se tornaram mais corriqueiras e levam jogadores a se ausentar de jogos muitas vezes vitais para uma competição.


Por isso, em um mundo ideal, a equipe qualificada não deve apresentar grande diferença de nível técnico entre o jogador titular na função e seu substituto, que entra em campo somente quando o titular não está disponível. Mas, como isso nem sempre é viável, as alterações provocam oscilações de rendimento e no nível de entrosamento dos atletas.


Na maioria dos times brasileiros isso é muito comum, pois os técnicos nem sempre têm a sua disposição peças de reposição qualificadas. Além disso, precisam de resultados e apostam na premissa de que “time que está ganhando não se mexe”. Mas, alterações são necessárias, principalmente para testar o comportamento do jogador no esquema montado.


O principal desafio das equipes atuais é manter o foco em objetivo único, tanto de titulares como de reservas. Na Seleção Brasileira, isto não é diferente e Tite tem obtido sucesso com o grupo, porque conseguiu que sua filosofia de trabalho fosse compreendida por todos os convocados.


Mas, mesmo assim, é natural que a interação do grupo que entra em campo regularmente, é maior. Por isso, acredito que algumas alterações que não ferem a espinha dorsal da equipe deveriam ser feitas neste período de construção do time.  


Diante da classificação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2018 e da ideia de que a Seleção da era Tite ainda está em formação, creio ser o momento propício para iniciar rodízios entre os jogadores, uma vez que a alternância de capitães obteve sucesso.


Com o objetivo primário alcançado, o trabalho de Tite deve mudar de patamar, pois conforme declaração em coletiva afirmou que “o grupo não está fechado” o que deixa a entender que novos nomes poderão vir a ser convocados para enriquecer o grupo.


Essa sensatez de Tite é a esperança de que não serão repetidos os mesmos equívocos de gestões anteriores, como a de 2014, comandada pela dupla Felipão e Parreira, que fecharam o grupo após ter feito boa campanha na Copa das Confederações, mas sem sucesso na Copa do Mundo. Mas apenas trazer novos nomes para o banco de reservas não é suficiente.


Tite tem em seu DNA a fama de conservador e o fato de não ter mexido na equipe, quando estava ganhando com placar seguro é compreensível, mas gostaria que ele fosse mais ousado. A equipe que tem sido escalada, já mostrou seu potencial e cumpriu a primeira meta que era a classificação. Dudu é um exemplo de jogador que poderia ser testado no final do jogo contra o Paraguai. Diego Souza entrou nesta partida, mas muito no finalzinho, o que não permitiu perceber seu desempenho em campo.


Como ainda há um tempo considerável até a Copa, acredito que os testes durante os jogos deverão ficar mais frequentes a fim de tornar o grupo mais “cascudo” para enfrentar adversários mais difíceis. Não podemos ser ingênuos a ponto de acreditar que a seleção não terá derrapadas, só porque teve rendimento espetacular até o momento.  


O grande “pulo do gato” deste esporte tão apaixonante é fazer com que os esquemas funcionem perfeitamente ou em níveis próximos da perfeição, independente dos adversários e dos jogadores que estão em campo. Por isto, titulares e reservas devem estar na mesma sintonia para que o padrão tático escolhido tenha fluidez mesmo diante de situações adversas.


Talvez, por isso, é que Tite e seus comandados fazem questão de declarar que a seleção está em evolução. Mas, a maturação da equipe somente será alcançada com a certeza e confiança de que substituições não irão alterar o rendimento do time.  


 





 

FONTE: GE
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