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COPA SUDOESTE
Copa Sudoeste – Atletas e comissão técnica de Santo A. do Sudoeste são agredidos em Coronel D. Soares
Agressões acorreram após o termino do jogo da volta das quartas de finais da competição
Redação Barracão - PR
Postada em 24/10/2017 ás 11h53 - atualizada em 24/10/2017 ás 12h51
Copa Sudoeste – Atletas e comissão técnica de Santo A. do Sudoeste são agredidos em Coronel D. Soares

Equipe de Santo Antônio do Sudoeste, semifinalista da Copa Sudoeste de Futsal/Foto:Divulgação Whats

No final da manhã de hoje (24) o Diretor de Esportes e escritor de Santo Antônio do Sudoeste, Ilmar Auth, enviou uma carta comunicativa a imprensa local e regional, onde relata que atletas e comissão técnica do município sofreram agressões físicas e verbais após a partida da volta das quartas de finais da Copa Sudoeste de Futsal, no último sábado (21) que teve os santo-antonienses classificados para as semifinais da competição, mesmo após a derrota por 4 a 2 para Coronel Domingos Soares, uma vez que haviam vencido a ida por 8 a 1. 


Segundo relata Ilmar na carta, durante o jogo a torcida já mostrava a “selvageria” que iria fazer após o apito final. O relato é de que após o termino do jogo ocorreu agressões físicas e verbais. Os atletas e comissão técnica fora embretados nos vestiário, tendo de sair escoltado pela Polícia Militar até o ônibus, assim como impedidos de fazer o boletim de ocorrência na mesma noite do ocorrido, vindo registra-lo no dia de ontem (23) na Delegacia de Polícia de Santo Antônio do Sudoeste.  


No relato o diretor de esportes repudia a atitude dos torcedores e dirigentes da equipe de Coronel Domingos Soares, reportando o feito aos primórdios, apontando falta de civilização. Auth ainda pede que a Associação Esportiva do Sudoeste do Paraná (AESUPAR), organizadora da competição, puna com rigor os agressores, a fim de moralizar ainda mais o esporte na região Sudoeste paranaense.


Confira a nota na integra a baixo


Ultrapasso, com muita experiência, mas muita experiência mesmo, quarenta anos de vivência do meio esportivo regional, estadual e internacional. Os acontecimentos no mundo esportivo não são considerados surpresa, quando se nota um gol de bicicleta, um drible desconcertante, um frango de um goleiro qualquer, a marca ultrapassada por um atleta olímpico seja dos grandes centros esportivos, e/ou aqui nas longínquas e pequenas aldeias rodeadas pelas montanhas, sejam próximas da Argentina ou não, como costumo escrever nas minhas escrituras.


Surpresa, é vislumbrarmos um ginásio de esportes lotado de gente como o de Coronel Domingos Soares e a maioria das pessoas presentes, reviverem as hordas de Átila, o uno, quando invadiu Roma, e os torcedores e jogadores, revivendo o dito no dicionário “bando indisciplinado, malfazejo, que provoca desordem, briga”, entre outros adjetivos negativos. Felizmente não estive presente. Tenho dito sempre que Deus sempre foi bondoso comigo. E o foi novamente, não permitindo que estivesse presente, para “admirarmos” as atitudes da maioria dos jogadores de Coronel Domingos Soares e de seus sicários, nas agressões impostas aos nossos atletas e comissão técnica – inclusive alguns menores das escolinhas, no último sábado, pelo dissabor de ter vencido, mas não se classificado. Tudo isso consta no boletim de ocorrência 2017/1236163 da delegacia de polícia de Santo Antonio do Sudoeste, datada da última segunda-feira, dia 23 de outubro, às 9 horas e 18 minutos feitos por membros da comissão técncia e jogadores da equipe de Santo Antonio do Sudoeste.


No relato, que deve ser encontrado na internet, consta que após o jogo a torcida e o time do Coronel Domingos Soares, incitada por alguns integrantes da equipe, agrediram indiscriminadamente todos os atletas – sem exceção, da equipe visitante. Cusparada, socos, agressões, ameaças, palavras de baixo calão, sempre incentivados pelos organizadores e promotores locais. No BO constam nomes de atletas e dirigentes que realizaram a dita agressão. Porta do vestiário fechada tentanto ser arrombada, sem energia elétrica e água, escolta da polícia militar até o ônibus, impedidos de irem até a delegacia prestar queixa, não tomaram banho e não puderam torcar de roupa, isto acontecento somente na cidade de Clevelândia. Inclusive, não permitiram que realizassem a sua refeição num restaurante da cidade, já contratado para tal constatando prejuízo para o nosso município. O motorista do ônibus, admoestado antes do jogo, foi “convidado” a ficar de fora do ginásio para não sofrer agressões. Além dos jogadores que sofreram agressões físicas, os árbitros também foram atingidos.


Sofri isso nos anos oitenta, quando torcedores, diretores e outrém, usando de ameaças – não só de palavras, como uso de arma branca e de fogo na arquibandada, intimidando nossa equipe como forma de força. Pensei que isso não existisse mais. Acho que a civilização não chegou em algumas cidades do nosso amado sudoeste. Alguns chamam de índios, mas não concordo. Os índios não merecem uma agressão dessas, pois são justos e injustiçados. Isso que aconteceu em Coronel Domingos Soares não foi a primeira vez. Espero que, a AESUPAR tome as dores – não as nossas, mas as dores do nossso esporte. Nos nossos eventos locais, tenho costume de não chamar policiamente, pois acredito que polícia é para nos dar segurança, para assistir eventos esportivos como um cidadão qualquer. Sinto pena dos cidadãos de bem de Coronel Domingos Soares. Com certeza alguém deve ser do bem. Impossível que todos tenham parte com belzebu. 


Se for assim, descobrimos o endereço do inferno.


EM TEMPO: Os hunos, com Átila, quando invadiram Roma, eram tão ignorantes que colocaram os cavalos na guarida das casas e dormiam sob as árvores.


EM TEMPO  I: Agradecer a dois populares desconhecidos que interferiram em favor da nossa equipe no momento da agressão e auxiliaram na retirada da equipe.


EM TEMPO II: Não conheci a cidade de Coronel Domingos Soares. E acho que não vou ter essa satisfação.


___


 


* Ilmar Antônio Auth é secretário de esportes e escritor em Santo Antonio do Sudoeste e membro efetivo da Academia de Cultura do Sudoeste

FONTE: PAN/Marcos Prudente
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Fernanda Santo Antônio do Sudoeste - PR 26/10/2017

Tão fácil falar o que não presenciou...... Tamanha ignorância (tal qual a dos agressores)!

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