Sábado, 22 de setembro de 201822/9/2018
(46) 984 000 614
Parcialmente nublado
17º
25º
27º
Barracao - PR
Erro ao processar!
Seu Negócio Tri Banner topo
SAÚDE
Uso da pílula anticoncepcional é questionado por mulheres que temem riscos e querem ter o direito de escolha
Médicas falam que chance de trombose existe, apesar de pequena em boa parte dos casos, e escolha do melhor método nunca deve ser imposta pelo ginecologista.
Daiane Lima Bom Jesus do Sul - PR
Postada em 17/08/2018 ás 10h58
Uso da pílula anticoncepcional é questionado por mulheres que temem riscos e querem ter o direito de escolha

Foto: Gabriela Sanda/Pixabay

Em 1960, as pílulas anticoncepcionais passaram a ser industrializadas. Virou símbolo da liberdade sexual feminina, mas em 1961 já apresentou um primeiro diagnóstico de embolia pulmonar. Outros casos de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico e infarto foram registrados nos anos seguintes. As evidências foram sendo juntadas e chegou-se à conclusão: o uso de anticoncepcionais hormonais combinados aumentam o risco de trombose. 


De acordo com a ginecologista Cristina Guazzelli, a literatura associa esse risco ao estrogênio e há uma relação direta com a dose. A indústria precisou, então, se adequar e criar opções mais "suaves" dos comprimidos. Mais de meio século depois, a quantidade de hormônio caiu até 90% em algumas versões: a quantidade passou de 150 mg para 15 mg (ultrabaixa dosagem), 30 mg (baixa dosagem) e 35 mg (média dosagem).


De acordo com Guazzelli, o risco absoluto de ter trombose pelo uso da pílula depende de vários fatores, entre eles a idade. 


Se você é uma mulher com menos de 30 anos e não toma a pílula, o risco de ter trombose é de 1 a 2 casos para cada 10 mil mulheres. Ao tomar um comprimido contendo etinilestradiol (estrogênio) e levonorgestrel (progesterona), esse risco sobe para 2 a 4 casos para cada 10 mil mulheres. Dobra, portanto. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mulheres que usam anticoncepcionais contendo drospirenona, gestodeno ou desogestrel têm um risco de 4 a 6 vezes maior de desenvolver tromboembolismo venoso, em um ano. 


Mesmo assim, o risco de uma mulher de 30 anos ter uma trombose ao tomar a pílula é menor do que quando se está grávida: na gestação, ocorrem de 20 a 80 casos de trombose para cada 10 mil.


Fumantes, mulheres com histórico de trombose na família, pacientes com enxaqueca frequente, obesas, diabéticas não tem recomendação para o método, no entanto, porque são fatores que aumentam as chances de complicações. Mulheres sedentárias também podem apresentar algum efeito colateral, assim como aquelas pacientes que têm dores de cabeça com pequenos lampejos (cefaleia precedida de aura) – quando a mulher vê "estrelinhas, raios de luz". Os médicos apontam que aquelas que têm mais de 35 anos e são fumantes estão terminantemente proibidas de usar pílula.


As médicas lembram que a camisinha, apesar de ser outra solução fácil, é um método de baixa eficácia. Por isso, é importante conhecer os métodos disponíveis pelo SUS e conversar sobre cada um deles com o ginecologista.

FONTE: g1
tags:
• saúde
O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários
imprimir
151
© Copyright 2018 :: Todos os direitos reservados
Site desenvolvido pela Lenium