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INTERNACIONAL - TIME
Em última instância, corpo jurídico de Guerrero entra com recurso na justiça da Suíça
Advogados do atacante aguardam resposta da FIFA e Agência Anti-drogas sobre o caso
Daiane Lima Bom Jesus do Sul - PR
Postada em 14/09/2018 ás 09h55
Em última instância, corpo jurídico de Guerrero entra com recurso na justiça da Suíça

Foto: REUTERS/Diego Vara

Em última instância, os advogados de Paolo Guerrero entraram nesta quinta-feira com recurso na justiça da Suíça para tentar revogar a punição por doping e, consequentemente, fazer com que o centroavante possa voltar a atuar ainda em 2018. 


 O corpo jurídico aguarda manifestações de outras partes sobre o pedido. No caso, da Fifa e Agência Anti-drogas (WADA, sigla para World Anti-Doping Agency). 


Ainda não há uma data definitiva para a resposta da ação. No entanto, os advogados esperam uma posição para as próximas semanas.


Segundo o jornal El Comercio, Guerrero esteve no Tribunal Constitucional do Peru, na quarta-feira. O atacante consultou a possibilidade de apelar da decisão do Tribunal Federal Suíço à Corte Internacional de Direitos Humanos. Recentemente, também se reuniu com o presidente Martín Vizcarra em busca de apoio para a empreitada jurídica na Suíça. 


Em 23 de agosto, a Justiça da Suíça revogou o efeito suspensivo que dava ao atacante o direito de entrar em campo. Assim, terá que cumprir o resto da punição por doping e ficará mais sete meses longe dos gramados, a menos que consiga reverter a punição no julgamento do recurso, cuja data ainda não foi marcada. 


Defesa quer responsabilizar hotel


  A linha de defesa é mantida sob sigilo, mas os advogados do peruano se esforçam para tentar desqualificar a prova colhida no processo. A sustentação é de que Guerrero ingeriu o metabólito da cocaína por contaminação a um chá servido pelo hotel que abrigava a seleção peruana em Buenos Aires antes de uma partida contra a Argentina, em outubro passado, pelas Eliminatórias da Copa. 


Há uma busca para que o hotel se responsabilize pela contaminação e, com isso, afastar a tese de "negligência" do atleta na ingestão da substância ilegal. O jogador processou o estabelecimento e, de acordo com pessoas próximas a ele, estaria perto de conseguir que o hotel admita a responsabilidade pelo caso.


Em sua decisão pela punição do atleta, o TAS alegou que a ingestão da substância através do chá ocorreu por "negligência" do peruano. Em casos deste tipo, os regulamentos da Agência Mundial Antidoping (Wada) são rígidos e preveem suspensão de até dois anos. 


Embora as chances de absolvição sejam consideradas remotas, a ideia da defesa é, ao menos, conseguir reduzir a punição ao peruano. A pena atual vai até abril, o que encerra a atual temporada e nem permite que estreie com a camisa do Inter em 2018. 


Relembre o caso Guerrero


 Paolo Guerrero foi condenado a cumprir um ano de suspensão por doping causado após o exame acusar a presença de metabólico da cocaína, em outubro do ano passado, no jogo contra a Argentina pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Em dezembro, o jogador conseguiu a redução da pena para seis meses – o que permitiu ao peruano voltar a vestir a camisa do Flamengo em maio deste ano e liberaria o jogador para disputar o Mundial da Rússia. 


Guerrero voltou a jogar no dia 6 de maio, apenas três dias após ser julgado em última instância pelo TAS, em Lausanne, na Suíça. Ele participou de três jogos do Flamengo neste período, contra Inter, Ponte Preta e Chapecoense, marcando um gol contra a equipe catarinense. Ainda em maio, o TAS ampliou a pena para 14 meses de suspensão. No entanto, o peruano conseguiu efeito suspensivo superprovisório na Justiça Comum da Suíça para disputar o Mundial de 2018. 


O atacante disputou a Copa do Mundo da Rússia pela seleção peruana, mas caiu na fase de grupos. Deixou a sua marca na vitória por 2 a 0 sobre a Austrália. Em julho, voltou ao Flamengo para aparecer em mais quatro compromissos pelo Brasileirão. Sem acerto para permanecer na Gávea, assinou com o Inter por três temporadas, mas não chegou a estrear com a camisa colorada.

FONTE: GE
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