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Política

08/12/2018 ás 09h00

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Daiane Lima

Bom Jesus do Sul / PR

Moro escolhe superintendente do Paraná como novo chefe da Polícia Rodoviária Federal
Novo diretor-geral da PRF será Adriano Marcos Furtado. Futuro ministro da Justiça também informou que advogado Luciano Timm será o secretário nacional do Consumidor.
Moro escolhe superintendente do Paraná como novo chefe da Polícia Rodoviária Federal
O novo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Adriano Marcos Furtado, em imagem de 6 de setembro — Foto: Polícia Rodoviária Federal / Divulgação

O futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, anunciou na sexta-feira (7) que a Polícia Rodoviária Federal será chefiada por Adriano Marcos Furtado, atual superintendente da PRF no Paraná.


Natural de Curitiba, Furtado é policial rodoviário federal desde 1994. No Paraná, ele exerceu, entre outros cargos, os de chefe da Delegacia Metropolitana de Curitiba da PRF, chefe do Núcleo de Apoio Técnico e chefe da Seção de Recursos Humanos. Furtado está desde 2016 à frente da superintendência da PRF no Paraná.


Moro fez o anúncio durante rápido pronunciamento no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do gabinete de transição do governo de Jair Bolsonaro.


O ex-juiz destacou que a PRF deve manter a cooperação com outras forças policiais, a exemplo da Polícia Federal, para auxiliar na segurança pública. Segundo ele, Furtado manteve parcerias do gênero do Paraná.


“A gestão dele no Paraná é muito elogiada pelos seus pares e pelos seus comandados, inclusive igualmente pelas parcerias profícuas com a Polícia Federal do Paraná”, disse.


Defesa do consumidor


Moro também informou que o futuro secretário nacional do Consumidor será o advogado Luciano Timm


Timm é formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), com mestrado e doutorado na área pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).


Em seu currículo Lattes, Timm informou que realizou pesquisa de pós-doutorado na Universidade da Califórnia (Estados Unidos) e que desenvolve atividade de professor em universidades. Ele presidiu a Associação Brasileira de Direito e Economia (ABDE).


Ao anunciar o nome de Timm, Moro reconheceu que não "transita tão bem" na área de direito do consumidor e destacou a formação acadêmica de Timm.


A intenção do futuro ministro é incentivar ações preventivas para reduzir conflitos entre consumidores e fornecedores.


"Há uma intenção de tentar atuar mais preventivamente nestes conflitos entre fornecedores e consumidores para tentar evitar que isso seja pulverizado em inúmeros conflitos individuais", explicou Moro.


Outros nomes


Confira outros nomes já anunciados por Moro para a equipe do Ministério da Justiça e Segurança Pública:


Maurício Valeixo (Diretoria-geral da Polícia Federal);


Rosalvo Ferreira (Secretaria de Operações Policiais Integradas);


Fabiano Bordignon (Departamento Penitenciário Nacional);


Érika Marena (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional - DRCI);


Luiz Pontel (Secretaria Executiva do Ministério da Justiça);


General Guilherme Theophilo (Secretaria Nacional de Segurança Pública);


Luiz Roberto Beggiora (Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas - Senad);


Roberto Leonel (Conselho de Controle de Atividades Financeiras - Coaf)


Ex-motorista de Flávio Bolsonaro


Ao final de entrevista, repórteres perguntaram se Moro poderia comentar um relatório do Coaf que identificou R$ 1,2 milhão em movimentações financeiras consideras suspeitas de um ex-motorista do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito.


O futuro ministro da Justiça deixou o local da entrevista sem comentar o caso.


O relatório foi revelado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. A GloboNews também teve acesso ao documento.


O relatório registrou que Fabrício José Carlos de Queiroz, que trabalhou de motorista de Flavio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), movimentou R$ 1.236.838 entre 1º de janeiro de 2016 e 31 de janeiro de 2017, valores que foram considerados suspeito pelo conselho.


O documento revelou saques em espécie no total de R$ 324.774, e R$ 41.930 em cheques compensados. A atual mulher de Jair Bolsonaro, a futura primeira-dama Michelle aparece como favorecida em um cheque de R$ 24 mil.


Flávio Bolsonaro se manifestou por uma rede social sobre o caso. "Fabrício Queiroz trabalhou comigo por mais de dez anos e sempre foi da minha confiança. Nunca soube de algo que desabonasse sua conduta. Em outubro foi exonerado, a pedido, para tratar de sua passagem para a inatividade. Tenho certeza de que ele dará todos os esclarecimentos", escreveu o senador eleito.

FONTE: G1

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