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Saúde

14/01/2019 ás 09h36

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Daiane Lima

Bom Jesus do Sul / PR

Ministério da Saúde decide exonerar diretora de departamento de prevenção ao HIV
Exoneração de médica sanitarista foi criticada por entidade de apoio a pessoas com HIV.
Ministério da Saúde decide exonerar diretora de departamento de prevenção ao HIV
Reprodução

O Ministério da Saúde informou na sexta-feira (11) que foi determinada a exoneração da diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das ISTs, do HIV e Hepatites Virais, Adele Benzaken. O órgão é responsável por traçar as políticas públicas e campanhas contra as infecções sexualmente transmissíveis.


A demissão ainda não foi publicada no "Diário Oficial da União", e não há previsão de quando o nome do substituto de Benzaken será anunciado. No entanto, segundo o ministério, fica no cargo um dos atuais coordenadores do órgão, Gerson Pereira.


Até a nova nomeação, a política de combate às ISTs e ao HIV não sofrerá alterações, informou a pasta.


Demissão criticada


A exoneração de Benzaken recebeu críticas de entidades de apoio à prevenção do HIV no Brasil, que enviaram ofícios ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, para que mantivesse a ex-diretora no cargo.


Em nota, o Fórum das ONG/Aids do Estado de São Paulo (Foaesp) argumentou que o trabalho de Benzaken no governo difundiu "sem ofender as famílias" a importância do tratamento antirretroviral pelas pessoas vivendo com HIV.


"O HIV não é somente um tema de saúde, é também um tema social. É necessário enfrentar o preconceito e a discriminação que sofrem as PVHA e as populações mais vulneráveis ao HIV", diz a nota.


Adele Benzaken é médica sanitarista graduada pela Universidade Federal do Amazonas e com doutorado em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz. Ela também integrou o "Painel de Especialistas em DST, incluindo o HIV" da Organização Mundial de Saúde (OMS) de dezembro de 2008 a julho de 2013.


Em 2018, o Brasil registrou uma redução de 16% no número de detecções de Aids – doença causada pelo HIV – nos últimos seis anos, segundo o Boletim Epidemiológico divulgado em novembro pelo Ministério da Saúde.


Na época, o ministério apontou que a ampliação do acesso à testagem e a redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento são razões para a queda. O diagnóstico precoce é importante para que a pessoa com o vírus HIV não desenvolva Aids e controle o vírus no organismo com os remédios disponíveis.


 

FONTE: G1

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