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PM proíbe soldado de usar farda para pedir namorado em casamento na Parada LGBT em SP

Leandro Prior queria fazer surpresa no domingo, mas Polícia Militar não autorizou. PM alega que não distingue pessoa por orientação sexual, mas que regulamento não prevê uniforme em ato.

20/06/2019 10h18
Por: Daiane Lima
Fonte: G1
O caça-talentos Elton Luiz e o policial militar Leandro Prior são namorados; o soldado queria usar a farda da PM para pedi-lo em casamento na Parada LGBT, mas a corporação negou — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal/Instagram
O caça-talentos Elton Luiz e o policial militar Leandro Prior são namorados; o soldado queria usar a farda da PM para pedi-lo em casamento na Parada LGBT, mas a corporação negou — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal/Instagram

A Polícia Militar (PM) proibiu o soldado Leandro Prior, de 28 anos, de usar a farda da corporação para pedir o namorado em casamento durante a tradicional Parada do Orgulho LGBT, no próximo domingo (23), em São Paulo. A corporação negou o pedido do policial para trajar o uniforme alegando que o regulamento interno da instituição não prevê o uso do "fardamento" por agente da PM de folga em "manifestações".

Por meio de nota divulgada na noite de quarta-feira (19), pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), a PM ainda alegou que "não faz distinção de pessoa por sua orientação sexual ou identidade de gênero, incluindo os mais de 80 mil policiais militares de São Paulo" (leia mais abaixo).

Policial planejava surpresa

O soldado Leandro encaminhou, na última sexta-feira (14), documento à PM solicitando autorização para usar o uniforme da corporação no momento que pretendia oficializar o noivado com o namorado Elton da Silva Luiz, de 26, que é caça-talentos em uma agência de modelos. O policial estará de folga no domingo e queria fazer a surpresa durante o desfile da Parada LGBT.

De acordo com o advogado Antonio Alexandre Dantas de Souza, que defende Leandro, ele e seu cliente ainda vão discutir que medidas tomarão daqui para frente sobre a negativa da PM em não concordar com que o soldado use a farda no seu noivado.

“Leandro está triste e desanimado. Sentarei com ele agora. Vamos verificar o que é importante e o que pode ser feito legalmente”, falou Antonio. “Seria algo grandioso, não só para ele quanto para muitos outros. Leandro tem orgulho de ser policial militar. Ele tem orgulho de ser quem ele é e de amar quem ele quiser".

Ainda segundo Antonio, há relatos de que outros policiais heterossexuais pediram seus parceiros e parceiras em casamento usando o uniforme da PM publicamente, sem pedir sequer autorização superior, e nunca foram repreendidos por isso.

"Leandro reafirmou nesse pedido o orgulho que tem de usar essa farda. Tanto é que pede autorização superior para fazer uso dela num momento que seria especial", comentou o advogado.

Entre os motivos estão o fato deste ano se comemorar 50 anos da violenta invasão da polícia de Nova Iorque a um local onde gays se reuniam nos Estados Unidos, o que “deu origem ao movimento moderno de luta dos direitos LGBT”. — Foto: Reprodução

Soldado mandou carta à PM

Procurado pelo G1, Leandro informou que não poderia comentar o caso. Questionado, Elton também preferiu não falar sobre o assunto, mas autorizou a divulgação de suas fotos com o namorado nas redes sociais.

Documento obtido pela reportagem mostra que o policial enviou carta ao 13º Batalhão da PM, onde atua, elencando cinco itens para solicitar ao seu comando autorização para “uso do fardamento para oficialmente pedir meu companheiro em noivado durante a 23ª Parada do Orgulho LGBT”.

Entre os motivos descritos estão o fato de que neste ano é lembrado os 50 anos da invasão da polícia dos Estados Unidos ao bar Stonewall Inn, local onde gays se reuniam em Nova Iorque, o que “deu origem ao movimento moderno de luta dos direitos LGBT”.

Em outro item, Leandro cita que “passou e sofreu por homofobia institucionalmente” e, que diante disso, “viu como relevante importância social e excelente oportunidade a instituição para ela evidenciar e acenar à sociedade paulista e brasileira que não compactua com a homofobia”.

Polícia Militar alega não discriminar

Em nota encaminhada por e-mail ao G1, a Secretaria da Segurança Pública informou que não atendeu a solicitação do policial porque o "uso da farda da Polícia Militar é regulamentado por normas internas da instituição, as quais não preveem o uso do fardamento por policial militar em folga durante manifestações. Por esse motivo, o pedido do soldado foi indeferido".

Ainda de acordo com a corporação não houve discriminação porque "da mesma forma, há 5 anos, foi indeferido o pedido do grupo 'PMs de Cristo', que queria utilizar o uniforme durante a Marcha para Jesus."

Segundo o comunicado, a "Polícia Militar elaborou um plano de policiamento para os dois grandes eventos que serão realizados na área central da capital paulista ao longo dos próximos dias: Marcha para Jesus e XXIII Parada LGBT +. Todo efetivo do CPA/M1, incluindo os setores administrativos, estará empenhado nesta operação, bem como o eventual reforço de outras unidades."

PM ficou conhecido por beijo no Metrô

Leandro ficou conhecido nacionalmente em junho do ano passado, quando um vídeo gravado sem sua autorização o mostra fardado e beijando a boca de outro homem não identificado, em trajes civis. As cenas foram filmadas dentro do Metrô de São Paulo e repercutiram nas redes sociais depois de serem compartilhadas.

Naquela ocasião, o policial havia deixado o trabalho, mas aparecia fardado dentro de um vagão da Linha 3-Vermelha.

Leandro recebeu xingamentos e ameaças de morte nas redes sociais por causa do 'selinho' que deu no amigo. Ele ficou afastado temporariamente para cuidar de uma depressão. Ainda assim acionou a Polícia Civil e a Polícia Militar para tomarem providências. Apesar disso, o soldado também recebeu apoio da comunidade LGBT, inclusive de agentes de segurança.

Mesmo figurando como vítima de homofobia, o soldado terá de responder a um procedimento administrativo também na corporação. Segundo a PM, a atitude de Leandro no Metrô não obedeceu a regras de segurança exigidas pela corporação. Ele teria deixado o coldre da arma aberto.

 

 

 

 

 

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