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Polícia Civil indicia quatro pessoas por fraude para recebimento do seguro DPVAT

Ficou evidenciado que o funcionário auxiliou desde o início da fraude até o recebimento do seu pagamento e que o proprietário do despachante sabia desde o início da fraude e também ajudou

12/07/2019 07h49
Por: Daiane Lima
Fonte: Polícia Civil
Divulgação / Polícia Civil
Divulgação / Polícia Civil

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Nova Erechim, concluiu inquérito que apurou fraude para recebimento do seguro DPVAT. Em dezembro de 2017 um rapaz de Pinhalzinho, de 19 anos, se acidentou em Nova Erechim ao participar de um evento de motocross, sofrendo lesões e sendo em razão disso encaminhado ao Hospital Regional do Oeste, em Chapecó.

Ele sabia que não poderia receber o valor do seguro DPVAT por estar conduzindo sua motocicleta em uma via particular e com moto não regularizada.

Contudo, ao sair do hospital foi abordado por um funcionário de um despachante de Chapecó, que lhe auxiliou a cometer a fraude. Eles conseguiram um terceiro, amigo do condutor acidentado, também de Pinhalzinho, que possuía uma Honda/Biz, com a documentação em dia. Esse amigo então, com o auxílio do despachante e do condutor, fez uma declaração falsa. Declarou que seu amigo estava conduzindo sua motocicleta no dia em que se acidentou.

De posse dessa declaração, o rapaz que se acidentou registrou boletim de ocorrência em Pinhalzinho (um mês e meio após o acidente), alegando que estaria conduzindo a Biz no dia em que se acidentou, e fez o encaminhamento do seguro DPVAT.

Tão logo recebeu o valor de quase R$ 5 mil, repassou parte para o despachante de Chapecó a quantia de R$ 1,5 mil. Ficou evidenciado que o funcionário auxiliou desde o início da fraude até o recebimento do seu pagamento e que o proprietário do despachante sabia desde o início da fraude e também ajudou, dando “dicas” de como fazer a fraude para receber o seguro e fazendo o encaminhamento do processo.

Descoberta a fraude durante o inquérito que tramitou em Nova Erechim, o rapaz que se acidentou, o funcionário e o proprietário do despachante foram indiciados por falsidade ideológica e estelionato. O amigo que fez a declaração também foi indiciado por falsidade ideológica, cuja pena prevista é de reclusão de 1 a 3 anos.

 

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